Quem estou, onde sou? É o que muita gente deve estar se perguntando agora, depois de passar as últimas 8h com espumante numa mão e caldinho de ervilha na outra. Levanta, cata uma aspirina, engov ou coisa que o valha e abre uma cerveja. Sim, 2015 chegou! O que sei até agora é que é ano em que vence meu cartão de credito, pensei que ele nunca fosse chegar. Ano que iríamos enforcar, já que 2014 foi copa e 2016 é olimpíada. Mas aí lembramos de um aniversário importante, a metade do quarto centenário do Rio. Não da para deixar passar em branco. 

 

Mas o que trago aqui é uma mensagem do ano passado. Sim, porque quando essas palavras foram digitadas ainda era 2014 no Brasil. Já a china, estava no dia em que você esta agora, lendo esse texto. Só que o seu agora, é passado para eles que já estão no dia 2, enquanto que em Los Angeles esta agora no dia em que estive escrevendo esse post. Essa coisa de tempo sempre me fascina.

 

Outro dia me pediram para fazer a linha do tempo da minha vida para uma reunião de integração de equipe. Sentei na frente do computador e a primeira analogia que veio na minha cabeça foi:

200135376-001

Fiquei desconfortável com a imagem, pois não sinto que as coisas passam e ficam para trás como se nem tivessem existido. Bons e maus momentos que vivemos ficam, deixam marcas na nossa vida e as interpretações que fazemos de cada momento desses vai moldando nossa personalidade. Pensando nisso, imaginei que talvez o tempo não seja uma linha que vai de um ponto a outro e nós estamos em um carro que anda por essa estrada. Foi então que escolhi outra analogia:

 

 

Cada linha marca um período de vida da arvore e isso não fica para trás, compõe quem a arvore é hoje e só assim podemos ter uma ideia de quantos anos ela viveu. Da mesmo forma, não quero esquecer, deixar para trás as experiências que vivi. Não estou falando de apego, rancor ou mágoa, mas de aprendizado e crescimento, de entender o que te trouxe até aqui.

 

Passamos por dois mil e doce, dois mil e crazy e se vai dois mil e catarse. Quero esse ano, que esta quase passando para mim e já passou para você, comigo o tempo todo. Foi de fato catártico, um ano de ir para fora e de experimentações mil! Filme, aplicativo, blog, novo emprego, encontros e reencontros que certamente contribuíram, juntamente com os outros anos (ou círculos), para o Thiago de 2015.

 

Se eu posso deixar um conselho para esse ano: esteja disponível!

 

Feliz dois mil e kiss me!

 

Inté!

Thiago Saldanha
Uma pessoa em processo. Todos os dias acordo com fome por informação e tento absorver o máximo que posso. Sinto-me um eterno aprendiz. Estou aproximadamente conectado 85% das horas em que estou acordado e pretendo equalizar ainda mais essa conta entre real e virtual... é preciso equilíbrio nessa vida. Na verdade sou meio fissurado por tecnologias e redes digitais, tanto que comprei meu primeiro celular ainda moleque, economizando dinheiro do lanche e da passagem, enquanto minha mãe achava o Teletrim um máximo. Falando em mãe, ela foi quem me levou para assistir a primeira programação cultural que tenho memória, um teatrinho infantil perto de casa. Anos depois, eu quem estava naquele mesmo palco. Mais um pouco e saí do palco, fui para a coxia e para a técnica. Na sequência a coordenação de palco, a produção e agora a gestão, mas não mais naquele palco e não mais com Teatro, mais ainda na cultura. Sou do mato, do mar e do ar. Meio viciado em adrenalina. Adoro cafés e cerveja. Sagitariano com ascendente em escorpião e quero mais sempre, não que isso signifique que quero muitas coisas. Como há escrito em alguns muros de algumas cidades: as melhores coisas da vida, não são coisas.

DÊ SUA OPINIÃO