Niterói, 04 de abril de 2016.

Um novo ciclo se inicia.

Vocês devem ter sentido falta da minha coluna no último mês (pelo menos assim espero. rs). Devo desculpas pela ausência. As coisas andaram bastante (in)tensas por aqui. E, no meio do furacão, algumas mudanças se fizeram necessárias. A mais importante delas é que, a partir da próxima publicação, eu deixo a coluna de empreendedorismo pra empreender num novo caminho.

Mas antes de chegar até lá, vamos falar sobre mudanças. Ou sobre a importância de saber a hora de mudar.

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Quando a gente escolhe o empreendedorismo, percebe que é um caminho sem volta. Depois que você descobre que existe a possibilidade de colocar todas as suas ideias em prática sem ninguém te podando de cima pra baixo, fica se perguntando como é que conseguiu trabalhar pra outra pessoa/empresa por tanto tempo na vida.

É claro que existem perfis de empreendedores. Algumas pessoas empreendem muito bem, obrigado dentro das suas empresas, mantendo sua ~estabilidade~ e trabalhando pros outros. Ótimo. Ainda bem. Imagina que loco se cada cidadão empregado nesse mundo fosse dono da sua própria empresa. Não ia funcionar, né? Mas na contramão disso aí, tem a gente. Tem aqueles loucos que não conseguem ficar muito tempo fazendo a mesma coisa e adoram inventar um jeito novo de trabalhar todos os dias. Tem aqueles mais loucos ainda que descobrem um jeito de melhorar a vida de todos nós e começam a botar suas ideias em prática pra gente viver melhor.

Existem empreendedores de todos os tipos. Tecnológicos, criativos, sociais, educacionais, tradicionais, a lista é infinita. E todos nós temos em comum uma coisa: aquele chamado que nos impulsiona a botar nossas vocações a serviço do mundo. Afinal, essa é a grande graça, encontrar um ponto no qual as coisas que a gente gosta de fazer se unem às que a gente sabe fazer e às que o mundo precisa. Esse é o triângulo do trabalho dos sonhos.

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Criativos, especialmente os empreendedores, estão o tempo inteiro se perguntando qual o seu papel nesse mundo insano. Em que eles deveriam investir suas forças e apostar suas fichas. E foi num desses momentos de reflexão vocacional que eu percebi que não podia mais escrever sobre empreendedorismo por aqui. Por mais que eu não tenha nem passado perto de esgotar o tema, senti que minha missão estava completa quando comecei a perder a inspiração e a vontade de escrever. Avaliei minha produção nos últimos meses e percebi que todos os meus esforços convergem pra um outro tema. O que não quer dizer que eu vá deixar de empreender – claro que não! – ou que eu vá desistir do Tag – menos ainda! – mas quer dizer que chegou a minha hora de mudar.

Mudanças são necessárias em todas as fases da vida. Toda vez que cometemos um erro ou chegamos ao fim de uma estrada, precisamos avaliar nossas atitudes e mudar alguns aspectos pra conseguir seguir em frente. Mudar significa que não desistimos de continuar, mas que entendemos que precisamos trilhar outro caminho. Mudar é sinônimo de melhorar. E quando a gente ama o que faz, mudar é só mais um caminho.

Não pensem que eu esqueci das minhas promessas de fim de ano, registradas na retrospectiva que publicamos no fim do ano. Apenas substituam “empreendedorismo” por “turismo cultural” e vamos empreender juntos nessa nova jornada a partir da quinzena que vem.

No mais, obrigada por tudo até aqui. Sentir que eu posso compartilhar todo o conhecimento que vou acumulando pela estrada com outras pessoas me faz querer seguir sempre nessa trilha. E não se preocupem, porque a voz do empreendedorismo nunca vai se calar aqui dentro e volta e meia vocês vão ver o tema aparecer no Tag. Perguntem coisas sempre! Sugiram temas. Vou adorar atender às questões de vocês.

Até dia 18!

Renata Coelho Soares de Mello
Produtora cultural. Fotógrafa. Metida a poetisa. Exploradora. Curiosa. Criativa. Renata é daquelas que faz tudoaomesmotempoagora. Uma de suas maiores paixões é cair no mundo. Aproveita suas viagens pra absorver outras culturas e aprender como as pessoas se relacionam com suas cidades. Formada em Produção Cultural pela UFF, atuou em diversos segmentos até descobrir que seu caminho era empreender. Hoje, pós-graduanda em Turismo na UFF (sua segunda casa), está à frente do projeto Explore Niterói e vai compartilhar um pouco das suas pesquisas sobre turismo cultural, cidades e pessoas. Prontos pra fazer as malas?

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