Sinceramente, não sou uma leitora assídua de HQs, mas sempre fui fã de Batman. Desde os filmes do Tim Burton, Batman sempre foi meu super-herói #1. Superman era chato demais, The Flash não me empatizava e Homem-aranha, não sei… não era muito a minha vibe.

Desde os cartoons nas manhãs de sábado até os filmes, os super-heróis participaram das nossas vidas. X-men me alucinava, adorava a Tempestade. Na verdade, da Marvel sempre fui mais a onda dos X-Men.  Ainda que meu herói #1 fosse o Batman e acompanhasse os X-Men, nunca tive a ideia de escolher a minha religião.

Na verdade, os leitores de quadrinhos se dividem entre DC Comics e Marvel. São como Fla X Flu dos quadrinhos. Sim, é verdade. Escolher entre DC e Marvel pode ser difícil para os fãs de comics, mas para a galera do audiovisual a resposta é unânime: MARVEL.

E por quê?

tc9kg0nid6cdbfznw5hh

Simples. A Marvel conseguiu transformar seu universo em um produto transmidiático. Eles estão por todos os lados. Séries, curtas, filmes, desenhos, jogos,… Além disso, estão apostando na fidelidade dos quadrinhos e trazendo para o meio audiovisual, personagens pouco conhecidos do grande público, como os Inumanos (que são uma outra versão dos X-Men). A narrativa transmídia da Marvel criou novos fãs. Se vê uma planejamento na narrativa e todas elas levam aos filmes dos Vingadores.

Os Vingadores são juntos os melhores super-heróis. Ainda não conferi o filme Guerra Civil, mas a que tudo indica, e de acordo com revistas e jornais do tema, é o melhor filme de super-heróis. Título que toda a gente dá a Cavaleiro das Trevas, do Batman. Vamos voltar a DC um pouco, entender onde ela errou.

Até a trilogia de Christopher Nolan, a DC não apostou como a Marvel em seus super-heróis. E seus filmes eram ok. Não chegavam a apresentar baixa qualidade. Satisfaziam os fãs. Mas com a trilogia de Batman, eles elevaram o nível de produção do tema.

E o que fazer agora?

Agora é tentar criar concorrência com a Marvel. Enquanto a Marvel tinha um plano de produção e de narrativa, que apresentava pouco a pouco seus personagens em filmes e séries, até que todos se encontravam em Os Vingadores; a DC nunca traçou um plano como esse. E agora aos 45 do segundo tempo ela começou a planejar a Liga da Justiça, que é a concorrência dos Vingadores. E estão começando a criar os cross-overs. Já vimos Batman, Superman e Mulher Maravilha juntos!

A verdade é que eu tenho minhas ressalvas com esse futuro filme. A primeira é: não confio na DC. A segunda é: se contratarem Zack Snyder, fudeu. A terceira é:  as duas anteriores são suficientes.

14586511415193

Batman Vs Superman é a prova de que um crossover de personagens pode dar muito errado. Este longa tinha tudo pra dar errado, e deu. Quando anunciaram a escalação de Ben Affleck a galera reclamou, fizeram piadas e anunciaram o fracasso que seria. Mas convenhamos, Ben Affleck é o menor dos problemas no filme. Sério. O cara não faz feio, o problema é o roteiro, a direção e a trama. Basicamente, a produção é o problema. Batman Vs Superman é tão tosco que faz parecer Batman & Robin (aquele do George Clooney), um filmaço.

Sejamos realistas, cada uma depende da outra para existir. São complementos. Ainda que sejam rivais… uma não existiria sem a outra. A Marvel não criaria os Vingadores se não fosse a Liga da Justiça e a DC não iria investir pesado em séries e filmes, se não fosse pela Marvel. Seus heróis se complementam ainda que haja alguma semelhança entre eles.

Bem, se é pra escolher entre duas religiões: Marvel ou DC, eu ficaria com o universo cinematográfico da Marvel e o Batman da DC (sério, eu adooro ele). Se é pra escolher entre as duas: então eu sou agnóstica.

Thais Nepomuceno
Fã efusiva do cineasta Alexander Payne, cultiva um sonho cinematográfico: um dia, John Cusack aparecer na janela de seu quarto, segurando um boombox no alto, tocando "In Your Eyes" (assim como no filme "Say Anything"). Thais Nepomuceno é produtora cultural, com especialização em cinema. Durante um ano estudou produção cinematográfica na ESTC em Lisboa, onde produziu o curta-metragem “Chronos” da diretora portuguesa Joana Peralta. Antes de sua formação no exterior, Thais já havia colaborado em sites de cinema, participado de curadorias em cineclubes e estagiado na TV Brasil. Foi quando dirigiu e produziu o curta-metragem "A View To A Kill - the Director's Cut". O filme já participou de festivais universitários e exibições em cineclubes. Esta pequena produção, com custo zero, feito a partir da colaboração de seus amigos é uma grande brincadeira com os clichês do terror adolescente; auto-definido como freshy trashy movie. Atuou na coordenação de pós-produção da TV Globo e agora está realizando seu mestrado em Formatos e Conteúdos Audiovisuais, na Universitat de Valencia (Espanha). E não fale mal do Leonardo Dicaprio perto dela.

DÊ SUA OPINIÃO