“Uma mulher voando, com uma bolsa e uma sombrinha.” Esta é a imagem mais popular que ajudar o interlocutor a identificar quem é Mary Poppins. Quem tem mais de 40 anos lembra com mais facilidade da personagem criada pela escritora australiana Pamela Lyndon Travers (1899-1996) e imortalizada no musical que se tornou uma superprodução de Walt Disney, em 1964 e agora é o tema da nova coreografia do Maniacs Crew, que foi campeão na categoria “Danças Urbanas Conjunto Sênior” no festival do ano passado com a coreografia “Quebra-Nozes”.

Ao optar por fazer a releitura de um clássico, o Maniacs Crew está apostando em uma fórmula ousada, mas que provou dar certo no ano passado, com “Quebra Nozes”, quando conquistou o público e o tricampeonato do Festival com uma releitura do balé clássico “O Quebra Nozes”, levando a plateia ao delírio e conquistando fãs Brasil afora.

Agora o grupo – criado, coordenado, coreografado e dirigido por Thiago Rodrigo Moreira – ousa novamente ao escolher o clássico Mary Poppins, de 1964, uma história açucarada de uma babá quase perfeita que ajuda as crianças que cuida a se relacionarem melhor com os pais. “As pessoas sempre querem ver mais do nosso trabalho. Então, decidimos nos inspirar na Brodway e começamos a pesquisar”, enfatiza Thiago, acostumado a ouvir ‘nãos’ da própria equipe em relação às ideias ousadas, mas teimoso ao ponto de convencer a todos de que suas propostas vão dar certo. E têm dado mesmo.

11751750_800588646707116_7894910594136434450_nSegundo Thiago, o tema Mary Poppins sofreu resistência de 98% dos integrantes do grupo. Mas ele assume que é mesmo muito teimoso e não desistiu, lembrando que Poppins é também um espetáculo musical da Broadway. “Prefiro correr o risco do que ficar lamentando que poderia ter feito.” Entre uma pesquisa e outra, mostrou o filme para o elenco, foi selecionando as músicas e os passos e quando escolheu as três Poppins, pediu que as três, que não têm base clássica, mostrassem seu gestual o que seria “clássico”. E assim a dança clássica vem invadindo o terreno que inicialmente era somente da dança urbana, em uma coreografia que vai do clássico ao hip hop, houve, break e popular.

O espetáculo “Poppins” terá 36 bailarinos, composto por amadores e profissionais com idades entre nove e 40 anos, desafiados a dançar e interpretar durante quase 40 minutos a história da babá com poderes mágicos, que transformou a vida de uma família, formada por pessoas rígidas e frígidas. E não é apenas uma apresentação de dança. O Maniacs se arrisca novamente, unindo em seu espetáculo a dança, o teatro e a arte dos musicais, prometendo mexer com todos os sentidos. O olfato, por exemplo, será aguçado pelos aromatizantes doces com sabor de infância exalados do palco. “Queremos fazer a diferença e envolver as pessoas, mas também vamos surpreender a plateia.”

O espetáculo tem estreia no dia 26 de julho, às 22h, no Teatro Juarez Machado. E os ingressos estão à venda na recepção do IFDJ (Instituto Festival de Dança de Joinville), que fica no Centreventos Cau Hansen, e no sitewww.festivaldedanca.com.br.

Além da apresentação de Poppins, o grupo se apresentará no Festival com a coreografia “1974”, que contará a história do hip hop, como surgiu e como chegou ao Brasil. “É uma coreografia totalmente diferente da Poppins. É muito mais técnica”, sintetiza Thiago Moreira.

O 33º Festival de Dança de Joinville será realizado de 22 de julho a 1º de agosto e é apresentado pelo Ministério da Cultura e Banco Itaú. Lei de Incentivo à Cultura. O patrocínio é do Fundo Estadual de Incentivo à Cultura (Funcultural), por meio da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte do Governo do Estado de Santa Catarina, Grupo RBS e Tractebel Energia. Tem apoio de O Boticário na Dança e a colaboração da Folha de São Paulo. A promoção é da Fundação Cultural de Joinville e Prefeitura de Joinville, com realização do Instituto Festival de Dança de Joinville e Ministério da Cultura.

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