Back on Track! Semana retrasada fiquei sem condições físicas e mentais para escrever… Esse entre e sai do gelado do ar condicionado e os quase 50º de sensação térmica nas ruas dá nisso. Mas eis-me aqui.

Aliais (pequeno parêntesis), essa semana descobri como se mede a sensação térmica! Não é uma pessoa que senta no banco de uma praça, de baixo do sol e, como um sommelier, vai notando os nuances da temperatura até chegar a um número. Coisa que me decepcionou um pouco… Tinha já imaginado um carinha metódico, cisudo, baixinho, com bigode, de terno, pasta e chapeu pretos, que anda a passos curtos e rápidos. Na pasta, um pequeno laboratório de aferição da sensação: lenços especiais, termômetros, tubos de ensaio para medir o volume e PH do suor. Ao invés disso, a medição é basicamente uma razão entre temperatura, velocidade do vento e umidade. Quanto maior for a temperatura e umidade e menor for a velocidade do vento, maior será a sensação de calor. Interessante, mas bem menos legal.

Mas quero trazer para este post outra razão. Estamos hoje imersos em listas de tarefas, tanto no trabalho quanto fora dele. Falo por experiência própria, pelo medo que sinto de abrir a minha todas as manhãs. Fora os emails e as muitas reuniões. É necessário dominar o seu tempo, se não você é levado pela rotina para lugares distantes de seus objetivos sem nem perceber.

Considerando que colocar no papel o que precisa ser feito é ponto pacífico, volta e meio me vejo gastando tempo para decidir o que fazer primeiro. Não da para fazer tudo num dia só e nem é saudável, mas gerir tarefas é uma questão de organizar prioridades. Todos queremos o prazer, quase transcendental, de riscar um item da lista, mas escolher bem o item que você vai mirar primeiro te ajuda a dar conta do que é necessário fazer para que você avance em direção as suas metas.

Neste sentido, o que pode contribuir é posicionar o que você tem que fazer em uma matriz urgente x importante. Isso pode ser feito no papel ou mesmo na cabeça, mas a grande questão é você não deixar que uma coisa domine a outra: o urgente sob o importante e vice versa. O esqueminha abaixo ajuda no processo:

fonte: http://www.sbcoaching.com.br/
fonte: http://www.sbcoaching.com.br/

Nem tudo é urgente, mas pode virar se deixado de lado. A urgência está diretamente ligada ao tempo, é uma zona de alta pressão e geradora de estresse. O telefone que não para, os alertas de emails, alguém que passa no corredor e te chama, aquele deadline encostado no seu cangote  para entregar um projeto, relatório, etc. Grande parte das urgências podem ser evitadas se você evitar as distrações e não esquecer do que é importante.

O Importante são as atividades fundamentais e essenciais para seu negocio. O planejamento estratégico, cronograma de atividades, estabelecimento de metas, etc. Quando o importante vira urgente, A condição ideal de trabalho é quando podemos focar nas coisas importantes sem a pressão do urgente. Para ajudar a classificar o que precisa ser feito, vale estabelecer as prioridades pelo seguinte racional:

  • Prioridade 1 — Urgente e Importante
  • Prioridade 2 — Não urgente e Importante
  • Prioridade 3 — Urgente e não importante
  • Prioridade 4 — Não urgente e não importante

Claro que é preciso bom senso nessa classificação e que isso não é uma matemática cartesiana. As atividades vão saltando de categoria conforme o contexto e situação, além de que essa classificação é muito pessoal. Nos materiais de gestão, lazer, conversas triviais, atividades agradáveis são considerados não urgentes e não importantes. Já eu, penso diferente…

O que ajuda também a não ser levado somente pelo urgente e deixar o importante de lado é, ao sentar para trabalhar, não abrir a sua caixa de emails! Reserve os primeiros 15min para olhar os seus to dos e planeje o dia entre as prioridades.

Bueno, vou fechando por aqui, pois já deixei a tarefa “escrever pro Tag”  dessa semana virar, além de importante, urgente.

Inté!

Thiago Saldanha
Uma pessoa em processo. Todos os dias acordo com fome por informação e tento absorver o máximo que posso. Sinto-me um eterno aprendiz. Estou aproximadamente conectado 85% das horas em que estou acordado e pretendo equalizar ainda mais essa conta entre real e virtual... é preciso equilíbrio nessa vida. Na verdade sou meio fissurado por tecnologias e redes digitais, tanto que comprei meu primeiro celular ainda moleque, economizando dinheiro do lanche e da passagem, enquanto minha mãe achava o Teletrim um máximo. Falando em mãe, ela foi quem me levou para assistir a primeira programação cultural que tenho memória, um teatrinho infantil perto de casa. Anos depois, eu quem estava naquele mesmo palco. Mais um pouco e saí do palco, fui para a coxia e para a técnica. Na sequência a coordenação de palco, a produção e agora a gestão, mas não mais naquele palco e não mais com Teatro, mais ainda na cultura. Sou do mato, do mar e do ar. Meio viciado em adrenalina. Adoro cafés e cerveja. Sagitariano com ascendente em escorpião e quero mais sempre, não que isso signifique que quero muitas coisas. Como há escrito em alguns muros de algumas cidades: as melhores coisas da vida, não são coisas.

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