Em um país com a crença de que “o jovem não gosta de ler” e prefere as tecnologias aos livros, Charles Stewart e Glauber Rocha mostram que não é bem assim. No início do ano, o TagCultural lançou o “Desafio do livro 2015”, no qual desafiamos nossos leitores a lerem diversos livros, de uma lista bem eclética, ao longo deste ano que se encerra. Na lista, em vez de títulos de obras, encontravam-se temas, e o desafiado deveria buscar pelo livro correspondente. O post do desafio teve mais de 3.700 compartilhamentos, likes e comentários, e alcançou mais de 50 mil pessoas apenas no Facebook, o que pode nos indicar que, pelo menos, interesse pela leitura existe.

11822301_923241821079264_6420854057626308731_nOs amigos Charles (@_obliviaate) e Glauber (@glauber.rocha), de Brasília, resolveram seguir juntos na missão de completar a lista de 24 livros. Acompanhamos a trajetória deles com o desafio ao longo do ano, através da postagem das leituras escolhidas nos seus perfis do Instagram. Essa semana eles nos contaram um pouco sobre como foi o processo.

Ambos alcançaram a marca de 17 livros, que representa três vezes mais que a média nacional de leitura, atualmente em 4 livros por ano. “A parte mais difícil foi o tempo mesmo, pois no primeiro semestre do ano consegui ler 13 dos 24 livros, e no segundo semestre só 4. O tempo foi o que mais atrapalhou.” conta Charles. O estudante de enfermagem disse ainda que tentou conciliar a leitura dos textos acadêmicos com os do desafio, mas que acabou sendo complicado com o volume de livros que precisava estudar para a faculdade.

Charles se interessou pelos livros aos 10 anos quando ganhou de presente Harry Potter e a Câmara Secreta. Entre as séries e filmes, ele diz: “desde os 10 anos nunca parei. Minha meta era ler pelo menos 50 páginas por dia, quando não tenho tempo leio pelo menos 10”. Assim como o conterrâneo, Glauber, que estuda psicologia, também tem o hábito de ler desde criança: “geralmente quando estou terminado de ler um livro começo outro, mas como a faculdade exige muita leitura, ultimamente não tenho lido os livros que gostaria, mesmo assim sempre estou lendo algo”.

A imagem da brincadeira chamou a atenção dos dois pela diversidade das categorias, uma totalmente diferente da outra, uma oportunidade de ler livros que não seriam escolhidos normalmente. “No geral gosto muito de romance e suspense. O que comecei a ler para o desafio na categoria trilogia e que nunca consegui terminar foi “Cinquenta tons de liberdade”. A meses tento terminar de ler, mas acabo desistindo. Esse livro não consegue prender minha atenção de forma alguma, várias vezes já dormi durante a leitura. Não leio biografias com frequência, mas pro desafio li a biografia do cineasta brasileiro que inspirou meu nome Glauber Rocha”.  Outra motivação foi a possibilidade de ajudar a organizar a leitura: “tinham muitos livros que queria ler a muito tempo e estava deixando de lado, e o desafio me ajudou a encaixar eles nas leituras” acrescentou Charles.

Por fim, pedimos que eles indicassem um livro:

“Eu recomendaria O RETRADO DE DORIAN GRAY DE Oscar Wilde, foi um dos melhores livros que li para o desafio. Além de ser um clássico, nos mostra o que a vaidade por fazer com a gente. É maravilhoso”.  – Charles

“Um livro que sempre índico é “A sombra do vento” do Carlos Ruiz Zafón, além de ser o meu livro favorito, é praticamente uma homenagem a quem gosta de ler. A história inteira de desenvolve a partir de um livro que é achado no cemitério dos livros esquecidos. É um livro fantástico, um suspense incrível, vale muito a pena a leitura. – Glauber

 

O desafio de 2016 do TagCultural não é sobre livros, mas você ainda pode tentar fazer a brincadeira no ano que vem. Afinal, ler nunca é demais! Para os que querem um novo desafio…

Desafio-Mais-Cultura

E aí, Challenge accepted?

 

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