Ou “por que viajar é o melhor empreendimento do mundo”.

Finalmente novembro chegou! To esperando por ele desde abril por um simples motivo: esse ano, novembro é meu mês de férias. E eu vou fazer uma das coisas que eu mais amo nessa vida, que é viajar. Enquanto você lê esse texto, eu to comendo um gelato em Roma ou to na fila da Capela Sistina ou to entrando no Coliseu. To aqui investindo no meu bem mais precioso, o conhecimento. Pra ser empreendedor a gente não precisa saber tudo, precisa querer saber. E uma das melhores formas de trocar saberes é viajando e conhecendo outras culturas, como a Juliana falou tão bem aqui sobre a experiência que teve na Austrália e Nova Zelândia.

O que eu mais gosto de viajar é experimentar a cultura do outro. Pode ser outra cidade aqui do lado, outro estado, outro país, outro continente. O outro sempre tem muito a ensinar. E a gente precisa estar aberto pra aprender.

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Em outras culturas eu aprendi que é importante trocar carro por bicicleta, mas que se não tiver planejamento urbanístico, é como se trocasse um caos por outro. Aprendi que inglês é a língua universal, mas que nem todo mundo gosta de trocar seu idioma por um padronizado e que você vai ter que se virar com isso nem que seja na base da mímica (porque o importante é a comunicação). Aprendi que os sistemas de transporte podem ser muito eficientes pra população se forem justos e atenderem a todas as demandas. Aprendi que os espaços públicos foram feitos pra todo mundo e que a gente tem mais é que usar, mesmo. Fazer piquenique na praça, pegar sol nos parques, sem deixar de manter tudo limpinho e arrumado pra quando chegar uma visita, a gente ter orgulho de mostrar a “nossa casa”. Aprendi que amor à pátria se ensina desde pequeno e que bandeira do país não é pra ficar na janela só em Copa do Mundo. Aprendi que a gente precisa ser humilde pra pedir informação e que, sempre que a gente souber alguma coisa, é tipo um dever ajudar quem ta perdido. Aprendi que quanto mais coisa a gente aprende, mais espaço a gente abre pra aprender.

E eu procuro colocar em prática no meu trabalho – e na minha vida – tudo isso que eu vou aprendendo nas minhas andanças por aí. Primeiro, porque se a gente pratica as coisas boas que aprende, elas começam a fazer parte do que a gente é e nos tornam melhores. Segundo, porque tudo o que compõe o que a gente é se reflete no que a gente faz. Então nos meus projetos eu procuro sempre planejar muito bem como o projeto vai chegar ao meu público; procuro escolher a melhor maneira de comunicar a ideia a quem lê; procuro perceber as demandas de quem acompanha o projeto, pra atende-las sempre que possível; procuro transmitir a nossa essência, nossa cultura, nosso jeitinho brasileiro; procuro sempre passar adiante os conhecimentos que eu vou colecionando; e procuro sempre aprender com a troca de experiências, porque todo mundo tem alguma coisa pra ensinar e muita pra aprender – ainda bem!

Na mala, em meio aos milhões de casacos e cachecóis, eu vou levando minha câmera e meu caderninho de inspirações. Nunca se sabe o que se pode encontrar numa esquina em Paris, numa ladeira em Lisboa ou num castelo em Budapeste. E não pense que empreendedor deixa de trabalhar quando está de férias. Hahaha Fica ligado aqui no Tag, que meu próximo artigo será escrito e enviado diretamente do Velho Mundo.

Fotos por Red Werneck

 

Renata Coelho Soares de Mello
Produtora cultural. Fotógrafa. Metida a poetisa. Exploradora. Curiosa. Criativa. Renata é daquelas que faz tudoaomesmotempoagora. Uma de suas maiores paixões é cair no mundo. Aproveita suas viagens pra absorver outras culturas e aprender como as pessoas se relacionam com suas cidades. Formada em Produção Cultural pela UFF, atuou em diversos segmentos até descobrir que seu caminho era empreender. Hoje, pós-graduanda em Turismo na UFF (sua segunda casa), está à frente do projeto Explore Niterói e vai compartilhar um pouco das suas pesquisas sobre turismo cultural, cidades e pessoas. Prontos pra fazer as malas?

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