Empreender é inovar.

Já falei sobre isso aqui e acho que nunca vou me cansar de dizer que empreender não necessariamente significa começar um negócio novo, pode ser simplesmente fazer alguma coisa que você já fazia, só que de outra maneira.

O dream team aqui do Tag esta sempre inventando moda, sempre tendo boas ideias, sempre inovando na maneira de trabalhar pra entregar um produto novo pra você que nos lê. Isso é empreender 😉

E aí a novidade da vez é uma quinzena inteira dedicada a Wes Anderson, como vocês devem ter visto nossas chamadas no Facebook. Tudo começou com um papo despretensioso no WhatsApp do Tag (sim, gente, a união faz a força e a gente vive trocando ideia) sobre o trabalho de Wes Anderson. O papo se estendeu quando a Thaís e o André começaram a relacionar seus temas de coluna com os filmes do Wes (já estamos íntimos) e a ideia chegou: gente, mas por que não fazemos um especial sobre isso, com todos os colunistas falando sobre Wes nas suas colunas, relacionando aos seus temas? A galera topou e aqui estamos. De hoje até o dia 2 de maio você vai ver alguns colunistas que toparam o desafio escrevendo sobre as obras de Wes Anderson.

Cada colunista escolheu uma abordagem, dentro do tema que escreve. Eu escolhi falar sobre O Grande Hotel Budapeste. O filme conta algumas histórias bem interessantes, mas eu vou me atentar a dois trechos.

SPOILER ALERT! Quer dizer, só um aviso. Se você não viu o filme e não gosta de saber absolutamente nada sobre a trama, não leia. Aliás, veja o filme antes de ler (porque você não vai querer perder os textos dessa quinzena, pode apostar). Se você não viu o filme, mas não se importa de saber o que acontece, vá em frente (mas eu te falo que é pra ver o filme pra ontem). Se você já viu o filme ou não liga de saber nem o final da história, esse alerta não é pra você. Vai ler logo, cara!

A história inicia, de fato, quando Mr. Moustafa (F. Murray Abraham) começa a contar a um jovem escritor (Jude Law) sua relação com o Grande Hotel Budapeste. Toda a história de como Zero (Tony Revolori), o mensageiro, se transforma no senhor Moustafa, narrador, se pode comparar à jornada que todo empreendedor precisa trilhar para alcançar o sucesso.

A coach Paula Quintão, fundadora do site Equipar Para Vencer, costuma associar o ato de empreender à realização de uma jornada. E a metáfora mais recorrente no discurso dela é a subida a uma montanha (ela é montanhista e subiu o Monte Roraima algumas vezes). Você precisa se preparar para aquela jornada que vai empreender, precisa organizar as ferramentas que vai usar, precisa ter um plano traçado e muito jogo de cintura pra contornar percalços que possam aparecer no caminho.

Zero sai de seu país de origem fugindo de uma guerra que assolava a região. Tem ambição e paciência. Aprende com muita destreza tudo o que lhe é ensinado por Monsieur Gustave, seu superior. Tem ideias brilhantes pra resolver os mais variados infortúnios que acometem a jornada dele e de M. Gustave na volta ao Grand Budapest. E, no fim, é premiado com o que existia de mais valioso pra ele.

O caminho do empreendedor é justamente esse. É preciso sair da zona de conforto.

Podem existir vários motivos pra te tirar da zona de conforto, mas o mais importante é que você deve abraçar essa nova fase. Seja um novo emprego, uma nova cidade ou um novo negócio. Você precisa estar preparado pra percorrer esse caminho desconhecido, precisa saber que vai se deparar com resultados inesperados e ter rapidez de raciocínio pra resolver.

O empreendedor precisa ter ambição e paciência. Precisa saber aonde quer chegar e, ao mesmo tempo, percorrer todo o caminho necessário pra chegar até lá. E também precisa estar preparado pra mudar os planos ou pra receber mais do que esperava como recompensa.

Outro exemplo que podemos destacar é a fuga de M. Gustave da prisão. Ao longo de três meses, ele e seus comparsas planejaram tudo o que fariam pra escapar. M. Gustave fez alianças dentro do presídio, reuniu ferramentas e traçou as estratégias necessárias para tudo correr bem no momento da fuga.

Começar um novo negócio é exatamente assim. É preciso um tempo de planejamento, é preciso traçar as diretrizes e estratégias para se chegar a um objetivo. É preciso estudar o ambiente interno e externo e ser capaz de analisar qual o melhor caminho, quais alianças precisam ser feitas e como elas vão ajudar a chegar ao objetivo final. Para, aí sim, começar a cavar o túnel em busca da liberdade.

Empreender é inovar, é renovar, é encontrar referências onde nem se imaginava. Empreender é colocar pra fora toda a criatividade e ousadia que tem dentro da gente. E, principalmente, não desistir de alcançar nosso sonho.

Você não imaginava que poderia encontrar tantas lições de empreendedorismo no Grande Hotel Budapeste, né? Reveja o filme com outros olhos. E aguarde ansiosamente pelas outras colunas do Especial Wes Anderson.

Renata Coelho Soares de Mello
Produtora cultural. Fotógrafa. Metida a poetisa. Exploradora. Curiosa. Criativa. Renata é daquelas que faz tudoaomesmotempoagora. Uma de suas maiores paixões é cair no mundo. Aproveita suas viagens pra absorver outras culturas e aprender como as pessoas se relacionam com suas cidades. Formada em Produção Cultural pela UFF, atuou em diversos segmentos até descobrir que seu caminho era empreender. Hoje, pós-graduanda em Turismo na UFF (sua segunda casa), está à frente do projeto Explore Niterói e vai compartilhar um pouco das suas pesquisas sobre turismo cultural, cidades e pessoas. Prontos pra fazer as malas?

8 COMENTÁRIOS

  1. Oi Mariana!
    Lê as outras colunas também antes de rever o filme, você vai achar mais vááááárias coisas pra reparar. hehehe

    Que bom que está gostando das colunas. Continua com a gente! 😀
    beijos

  2. Opa! Rumo ao lugar onde a mágica acontece! Rs
    Na primeira oportunidade irei rever o filme com esse novo olhar.
    Já no aguardo das próximas colunas.
    Bjs

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