Parque Nacional de Puerto Iguazú, Argentina foto: Diogo Mello

Viajar é aquela atividade maravilhosa que todo ser humano com as faculdades mentais em dia gosta de fazer. Então senta aqui que eu vou te contar 5 coisas importantíssimas que você não pode esquecer antes de arrumar as malas.

Budapeste, Hungria. foto: Red Werneck
Budapeste, Hungria.
  1. Os seus documentos

Essa era fácil, ne. Em primeiro lugar, saiba quais documentos você precisa levar pra viagem e tenha todos eles à mão. Sempre. De RG a carteira de vacinação, se tiver a mínima chance te de pedirem, vão te pedir. Então esteja com tudo em dia e carregue num lugar seguro e de fácil acesso. Doleiras (aquelas pochetes de usar por baixo da roupa) costumam ser sempre o mais indicado, evitando, assim, perdas ou roubos.

  1. A sua educação

Parece papo de mãe, mas não é. Quando você viaja, você está indo pra fora da sua casa. O que significa duas coisas: 1. Que você não está em casa e 2. Que você não pode se comportar de qualquer jeito “porque aquela não é a sua casa”. Uma das coisas que mais me incomoda em viagem é ver gente sem educação (especialmente os chineses). Então, por favor, não seja uma dessas pessoas sem noção. Respeite as filas, dê bom dia/boa tarde/boa noite, peça desculpas se fizer algo errado (saiba quando estiver fazendo algo errado)… em suma: não faça coisas que envergonhariam a sua mãe.

Praia do Sossego. Niterói, Rio de Janeiro. foto: Maciel Zanette
Praia do Sossego. Niterói, Rio de Janeiro.
foto: Maciel Zanette
  1. A cultura deles

Todo bom viajante tem sempre um roteiro planejado com meses de antecedência a uma viagem. Quando estiver na frente do pc, navegando entre as suas páginas de viagens favoritas, não deixe de pesquisar, também, sobre a cultura do local pra onde você vai. Mesmo que você esteja saindo do Rio de Janeiro para o Rio Grande do Sul, vá preparado pra ouvir palavras que você não está acostumado, pra experimentar comidas que você nunca viu ao vivo na sua cidade e pra se vestir de outro jeito. Gestos, cores, palavras, sinais, vestimenta, temperos, música, sotaque, idioma, tudo isso faz parte da cultura e – olha a novidade – varia de acordo com a cidade, estado, país ou região do Globo Terrestre. E você não vai querer ser o mal educado outra vez, né. Outra coisa: a cultura de muitos países pode ser exótica aos nossos olhos. Não faça piada. Ou você acha legal aquele episódio dos Simpsons em que eles encontram macacos nas ruas quando chegam no Brasil? Claro que não, né. Então, mais uma vez, não faça coisas que envergonhariam a sua mãe.

  1. A comida deles

A gastronomia diz muito sobre um povo. Em cada lugar que você for, vai perceber traços na culinária que refletem a personalidade daquele lugar e das pessoas que ali vivem. Bebidas quentes (quentes de temperatura e quentes de fortes, com muito álcool) e comidas gordurosas pras regiões frias. Bebidas frescas e comidas leves pras regiões quentes. Muito ou pouco tempero. Frutas ou carnes. Bebidas alcoólicas ou não. Tudo isso vai te dizer muito sobre como são as pessoas que vivem naquele lugar. Absorva ao máximo a cultura daquele lugar pela comida e bebida. Vai te enriquecer de dentro pra fora 😉

Bruxelas, Bélgica
Bruxelas, Bélgica
  1. A economia deles

E não estou falando só pra ficar de olho no câmbio quando for trocar sua moeda pela local. Estou falando da economia daquele lugar, mesmo. Imagine só, cada uma daquelas pessoas que te recebe no hotel, no restaurante, no bar, no terminal de ônibus, no banheiro público, no guichê de informação turística, no shopping, aonde quer que você entre, precisa do turismo. A cadeia produtiva do turismo é tão extensa que vai rolar uma série de posts sobre isso aqui – um dia. Eu juro. Então procure colaborar o máximo que puder com a economia do seu próximo destino, assim, você contribui pro crescimento deles, pra melhoria da infraestrutura que receberá os próximos turistas (ou você mesmo numa outra viagem), pra melhoria da qualidade de vida de tantas pessoas que vivem naquele lugar (e dependem direta ou indiretamente do turismo. E mesmo daquelas que não dependem disso). Coma nos restaurantes, compre artesanato, pague corretamente (sem chorar descontos absurdos, né, mochileiros), contribua pro desenvolvimento sócio-econômico daquele lugar.

Curaçao
Curaçao

Não esqueça: a atividade que é lazer pra você, é a fonte de renda de outra pessoa. O sítio arqueológico que é passeio pra você, é parte da História de um povo. Preserve e ajude a construir um mundo melhor, afinal, de uma forma ou de outra, esse Planeta é a casa de todos nós.

Renata Coelho Soares de Mello
Produtora cultural. Fotógrafa. Metida a poetisa. Exploradora. Curiosa. Criativa. Renata é daquelas que faz tudoaomesmotempoagora. Uma de suas maiores paixões é cair no mundo. Aproveita suas viagens pra absorver outras culturas e aprender como as pessoas se relacionam com suas cidades. Formada em Produção Cultural pela UFF, atuou em diversos segmentos até descobrir que seu caminho era empreender. Hoje, pós-graduanda em Turismo na UFF (sua segunda casa), está à frente do projeto Explore Niterói e vai compartilhar um pouco das suas pesquisas sobre turismo cultural, cidades e pessoas. Prontos pra fazer as malas?

3 COMENTÁRIOS

  1. Quanto a gastar… 😉 Eu adoro ir a Mercados quando viajo. Se possível, fazer coisas que não estejam no circuito turístico tradicional. É muito enriquecedor!! Perder-se por ruas e vielas (claro, como vc disse, investigue antes se não vai parar num local perigoso ou onde vc não deveria estar) é muuuuito interessante e vc vai encontrar coisas que não são conhecidas. Vai aprender muito sobre a cultura, costumes, e tal.

  2. Muito bom!
    Não precisa ir muito longe com a falta de educação, até aqui na porta de casa temos pessoas extremamente mal educadas se achando as donas do mundo só porque são abusadas em casa rs.

    O mais desesperador nas viagens que acredito também é a falta de MEMÓRIA nos cartões de foto ou celular!
    Investir nisso também ou numa conta nas nuvens para mim é essencial atualmente hahahaha!
    Teu artigo está muito bom 😉
    Bjs

    • Oi Kelly 😀

      Obrigada pelo comentário (e pelo elogio também ^^)

      Concordo, as pessoas são mal educadas dentro de casa e acabam levando isso pra fora também. É preciso reeducar. Fico impressionada com os chineses, mesmo, porque a gente sempre espera que os asiáticos sejam educados e polidos e quase nunca isso acontece, infelizmente. Claro, to generalizando, nem todos são assim. Mas tá na hora disso mudar. rs

      Temos que usar a tecnologia sempre a nosso favor. hehehe Não sei se você chegou a ver o artigo anterior (tem ele aqui, ó: http://tagcultural.com.br/tendencias-do-turismo-para-2016/), mas é uma tendência dos viajantes exigir internet wifi nos quartos de hotel e nos locais a que vai. Combina com isso que você falou, da capacidade limitada dos cartões de memória. E viva a nuvem! hahaha

      beijos

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